Blog

Pinta que cresce ou muda de cor: será câncer de pele?

Uma pinta que cresce ou muda de cor merece avaliação dermatológica, pois essas alterações podem indicar um possível câncer de pele. Embora muitas pintas sejam benignas, algumas mudanças podem representar os primeiros sinais de melanoma, um tipo de tumor que se desenvolve a partir dos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. Por isso, observar a evolução dessas marcas é importante, especialmente quando apresentam características diferentes das demais. O diagnóstico adequado permite distinguir alterações naturais de lesões que exigem investigação.

Pinta que cresce ou muda de cor: devo me preocupar?

Nem toda mudança em uma pinta significa câncer de pele. Algumas lesões benignas apresentam pequenas modificações ao longo da vida, especialmente durante períodos de alterações hormonais. Entretanto, uma pinta que cresce rapidamente ou apresenta mudanças progressivas merece atenção. O mesmo vale para marcas que começam a apresentar bordas irregulares ou diferentes tonalidades. Além disso, lesões que sangram espontaneamente ou provocam coceira persistente precisam ser examinadas. O mais importante não é apenas identificar uma característica isolada, mas compreender como aquela lesão está evoluindo.

Para ajudar na identificação de sinais suspeitos, os dermatologistas utilizam a regra ABCDE do melanoma. Ela considera a assimetria da lesão e as irregularidades de suas bordas. Também observa a presença de cores diferentes, o diâmetro e a evolução da pinta. Embora lesões maiores que seis milímetros mereçam atenção, melanomas menores também podem ocorrer. Portanto, o tamanho não deve ser o único critério de preocupação. A Academia Americana de Dermatologia recomenda procurar avaliação especializada diante de alterações suspeitas, mesmo quando não existe dor.

Quais as possíveis causas?

Uma pinta que cresce pode apresentar essa mudança por diferentes motivos. Os nevos melanocíticos, nome médico das pintas comuns, são formados pelo agrupamento de células produtoras de pigmento. Algumas dessas lesões mudam lentamente com o passar dos anos, sem apresentar características malignas. Entretanto, alterações recentes em adultos exigem maior atenção, principalmente quando a aparência foge ao padrão das demais pintas. A exposição à radiação ultravioleta também influencia o desenvolvimento de alterações pigmentadas, embora nem toda lesão relacionada ao sol represente câncer.

Entre as possibilidades que precisam ser diferenciadas estão os nevos benignos e o melanoma. Este último pode surgir sobre uma pinta preexistente, mas também pode aparecer como uma nova lesão na pele. Além disso, outras alterações, como a queratose seborreica, podem apresentar pigmentação escura e causar dúvidas. Por esse motivo, não é possível estabelecer um diagnóstico confiável apenas pela comparação com fotografias disponíveis na internet. A avaliação médica considera o aspecto da lesão e sua evolução, permitindo identificar quando existe necessidade de investigação complementar.

Procure ajuda especializada

A consulta com uma dermatologista permite examinar a pinta e analisar características que nem sempre são perceptíveis a olho nu. Durante a avaliação, a médica pode utilizar a dermatoscopia, um exame que amplia a visualização das estruturas da pele. Esse recurso auxilia na diferenciação entre lesões benignas e suspeitas. Quando os achados indicam a necessidade de investigação, a dermatologista pode recomendar uma biópsia ou retirada cirúrgica para análise histopatológica. Entretanto, nem toda pinta precisa ser removida, pois a conduta depende das características identificadas.

A importância dessa investigação também aparece nos dados nacionais. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil apresenta uma estimativa de 9.360 novos casos de melanoma por ano no período de 2026 a 2028. Embora esse tumor seja menos frequente que os cânceres de pele não melanoma, seu potencial de disseminação exige atenção. Quando identificado precocemente, o melanoma apresenta melhores possibilidades de tratamento. Assim, reconhecer mudanças suspeitas e procurar orientação médica pode contribuir para um diagnóstico oportuno.

A Dra. Maria Letícia Justo realiza avaliações dermatológicas e procedimentos cirúrgicos na Clínica Casa Justo, com unidades no Itaim Bibi, em São Paulo, e em Itatiba. Sua atuação contempla a investigação de lesões cutâneas e o tratamento de condições que necessitam de acompanhamento especializado. Se você percebeu uma pinta que cresce, mudou de cor ou passou a apresentar características diferentes, não espere que a alteração desapareça espontaneamente. Entre em contato com nossa equipe e agende uma consulta particular para avaliar a lesão e esclarecer suas dúvidas.

Agende sua consulta com a dermatologista

Se você procura uma dermatologista em São Paulo ou Itatiba, então conheça o atendimento da Dra. Maria Letícia Justo.

Entre em contato com a equipe da Clínica Casa Justo, escolha a unidade mais conveniente e receba as informações necessárias para agendar sua consulta.